Mobilidade Urbana

Mobilidade Urbana tem sido um tema intensamente debatido nas cidades na busca de modelos mais viáveis social e economicamente. São Paulo tem mudado a atuação pública em relação às políticas de mobilidade urbana adotadas anteriormente, retirando o transporte individual do centro das políticas e priorizando o transporte público coletivo e o não-motorizado, bem como incentivando a ocupação dos espaços públicos, inclusive os eixos viários nos finais de semana, para atividades de lazer e cultura.

Para isso, tem adotado medidas que priorizam os modos ativos, como o caminhar e a bicicleta, em uma guinada que alterou a situação de quase inexistência de infraestrutura cicloviária para uma malha atual de pouco mais de 400 km. Além disso, há uma crescente priorização da utilização do espaço público para o transporte coletivo, adaptando existentes e criando novas faixas exclusivas de corredores de ônibus.

A disputa pelo espaço público das vias se deu com medidas como a diminuição de áreas de estacionamento nas vias, a criação de parklets sobre áreas de estacionamento de veículos, bem como a criação de áreas temporárias de lazer em vias públicas, como o caso da abertura da Avenida Paulista aos domingos e a ampliação dos horários de abertura do Minhocão, aos sábados.

Esta nova agenda da mobilidade é tema central dos movimentos “occupies”, entre outros pós-jornadas de junho de 2013, que visam ampliar a luta pelo espaço urbano e disputam os espaços públicos com o Estado e com o mercado, exigindo novas políticas de mobilidade em manifestações que qualificam esta pauta, problematizando as políticas e processos de planejamento urbano.