Aspectos financeiros da Operação Urbana Água Branca serão tema de reunião

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Foto: Prefeitura de São Paulo/Divulgação

Na quarta-feira da próxima semana, dia 2 de maio, será realizada a 17ª reunião ordinária do grupo de gestão da Operação Urbana Consorciada Água Branca. Serão discutidos os aspectos financeiros da operação urbana e o andamento das intervenções.  Também está na pauta uma proposta de processo eleitoral do grupo de gestão para o biênio 2018-2020, além da aprovação das atas de oito reuniões anteriores.

Para saber mais: A revisão da Lei da Operação Urbana Água Branca não interessa à cidade

A reunião, que é aberta a quem quiser participar, será às 18h30, no Edifício Martinelli. O endereço é Rua São Bento, 405, Sala 154, 15º andar.

A geografia dos acidentes fatais com bicicleta em São Paulo

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Foto: Ralph Hockens. Alguns direitos reservados.

Por Isis Bernardo Ramos*

Entre os dias 18 e 25 de setembro, São Paulo realiza a Semana da Mobilidade, que tem por objetivo propor reflexões sobre as formas de se locomover na cidade. Em um contexto de implementação de políticas que têm gerado intensas discussões na mídia – como a redução de velocidade das vias, implementação de faixas exclusivas de ônibus, inauguração de ciclovias, fechamento da Paulista para carros aos domingos, entre outras –, essa é mais uma oportunidade para pensarmos os desafios da mobilidade na nossa cidade.

Nesse momento em que a cidade busca incentivar o uso da bicicleta, um tema que merece bastante atenção é o dos acidentes de trânsito envolvendo esse modal. Relatório anual da CET sobre acidentes fatais informa que, nos últimos 4 anos, quase 5 mil pessoas perderam suas vidas em acidentes, entre elas, os ciclistas, considerados um dos mais vulneráveis usuários do trânsito. Analisando os dados de mortes no trânsito em relação à quantidade de viagens realizadas, temos no período 27 acidentes fatais com ciclistas para cada 100 mil viagens, número inferior apenas ao de acidentes fatais com motociclistas, que chega a 39.

A questão dos acidentes com bicicletas está intimamente relacionada a alguns fatores que facilitam sua ocorrência, tanto do ponto de vista do ciclista, que muitas vezes não tem acesso a informações de segurança em geral, quanto dos usuários dos diferentes tipos de transporte: carros, ônibus, motos e caminhões, que também não sabem lidar da forma mais segura com a presença do ciclista. Além disso, ainda existem outros indícios de risco ligados às próprias características das vias – esburacadas, com pouca iluminação, sinalização precária etc – e até mesmo à falta de acesso para bicicletas em determinadas vias, como pontes e viadutos.

No período de 2011 a 2014, a principal causa de morte de ciclistas no trânsito, segundo o relatório da CET, foram as colisões, batida de dois veículos em movimento.

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Fonte: Relatório Acidentes de Trânsito Fatais – CET anos de 2011 a 2014

Foi exatamente o que aconteceu com a modelo Mariana Livinalli Rodrigues, que faleceu no início do mês quando pedalava na ciclovia da Avenida Faria Lima e foi atingida por um ônibus, conforme noticiado pela imprensa. Mas, afinal, onde se concentram tais fatalidades? A julgar pelo noticiário, a provável conclusão seria a de que a maioria desses acidentes ocorre no centro expandido, principalmente nas proximidades da Av. Paulista. Veremos que não é bem assim… No momento em que as atenções são canalizadas para a área mais central da cidade, as regiões de maior vulnerabilidade ficam por vezes esquecidas.

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